Crónica das Arábias (32)

Posted by lawrence On terça-feira, 15 de março de 2011 7 comentários

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Revoluções
Vira o disco e toca a mesma!
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Não querendo afirmar que, pelo facto de estar no "olho do furacão" esteja mais bem informado (nunca se está), pelo menos, estou atento a todos os sinais que vão surgindo e vou retirando as minhas ilações, até por uma questão de segurança pessoal.
Com o desenrolar dos levantamentos que à volta vão acontecendo, vou notando que com o passar dos dias e com o assentar da "primeira poeira", afinal essas "desobediências" não tem só a ver com os bons ou maus governos, com ditadura ou democracia, com a muita ou nenhuma corrupção, com a riqueza ou pobreza, mas também com as castas, as raças, as etnias, os clãs, as tribos, as religiões etc. etc.
Mal dos países em que os seus cidadãos, acima da unidade da própria nação, colocam as suas raças, as suas religiões, as suas regiões, os seus interesses mais comezinhos!
No sentido de satisfazer interesses próprios e/ou de alcateia, de côr de avental, de bando, de manada, de cáfila, de vara!
Olho para o meu País e vejo que não há grandes diferenças religiosas, de castas, de raças nem de tribos.
Sendo um País de pequena dimensão, as deslocações das populações maioritáriamente do interior para o litoral e do norte para o sul, criaram uma "solda" hoje impossível de quebrar.
Eu próprio sou filho de Pai beirão e Mãe saloia.
E sinto-me muito bem com isso e muito forte interiormente.
Mas não é que uns cabrões conseguiram arranjar uma divisão (que por ser fictícia e forçada não cresce e com o tempo está destinada ao fracasso) entre o norte e o sul?
E não havendo castas, raças, clãs ou religiões para suportar essa divisão, "arranjou-se" o Benfica no presente e os mouros do passado!
Se com o Benfica falharam no sentido de o "colar" a Lisboa uma vez que é um Clube de dimensão nacional, a dos mouros então está para aí ao nível dos que acreditam no regresso de D. Sebastião.
Primeiro porque os mouros foram "despachados" para o outro lado do Mediterrâneo quase há mil anos.
Segundo porque se alguns por cá ficaram, onde andará o seu sangue sarraceno?
Talvez misturado com sangue trasmontano, beirão ou minhoto ao longo de "praí" umas 30 gerações.
De qualquer maneira, "esses", inteligentemente e de forma a criar um alvo bem definido, chamaram-nos de "mouros".
Como é que nós os devemos também "pintar"?
Qual a palavra que poderá caracterizar (para além de corruptos) essa gente?
Morcões? não! porque não caracteriza um bairro nem uma cidade mas uma região, é amistosa e inclui muitos Benfiquistas e pessoas que não sendo, não gostam dos corruptos.
Viriatos? nem pensem! porque não consta que houvessem serras ou grutas em contumil de onde saíssem para atacar os romanos.
Para mais, neste momento, de Roma só me lembro do papa!
Sendo rigoroso, verdadeiro e com fundamentos históricos que incluem a sua fundação, haverão não uma mas várias que podem ser aplicadas.
Ora vejamos:
Andrades, batoteiros, complexados, falsificadores, mentirosos, arruaceiros e terroristas!
Chega?

7 comentários:

benfica até debaixo d'água disse... [Responder]

Eu alinho nos batoteiros.

GuachosVermelhos disse... [Responder]

batoteiros, complexados, falsificadores, mentirosos, arruaceiros e terroristas e corruptos, sendo que este ultimo é o adoptado por mim!
Andrades é para os poucos que restam sem se enquadrar em nenhum dos acima decritos!

Miguel disse... [Responder]

Pessoal, no próximo jogo SLB - fcp vamos gritar do princípio ao fim Corruptos. Espalhem a palavra e que chegue aos NN e DV, eles ao começarem, toda a gente os acompanha. Eles viam 65.000 a gritar CORRUPTOS e os responsáveis pelo desporto veriam que nem todos são cegos e que pode ser um fenómeno tipo Geração à rasca. Facebook e todos os canais possíveis!!!

Carlos Alberto disse... [Responder]

Brilhante crónica, caro Lawrence mas deixa-me que te 'actualize':
Nesta ultima homilia corrupta, feita numa casa de passe qualquer, o corrupto mor teve o desplante de dizer que "Fora de Lisboa eles não têm apoio pois o país revolta-se contra o centralismo" ao que alguns grulhos o brindaram com aplausos histéricos.

É nesses momentos que me lembrei do 'Massacre de Lisboa de 1506' a matança que durou 3 dias na Semana Santa e onde centenas de cristãos-novos arderam em fogueiras vitimas apenas e só de uns frades Dominicanos que interpretaram como queriam um certo efeito do sol.

Essa lição histórica, à qual podíamos juntar muitas na evolução da humanidade ensina-nos que não devemos menosprezar a cobra sob pena dela nos morder! É preciso cortar a cabeça do demónio chame-se ele Adolfo, José, Muammar ou Jorge Nuno

lawrence disse... [Responder]

Agradecendo todos os comentários, destaco o Carlos Alberto pelos seus dotes no campo da história e na "facilidade" de escrita.
O seu blogue é um prazer.
Já em relação aos vários nomes dados à cabeça do demónio, até aí, por interesses materiais, políticos, religiosos, raciais e outros, elas tem sido cortadas só quando interessa, "à la carte", e não por serem o que são, cabeças do demónio.
A jorge nuno segue pelo mesmo caminho.
Em função dos interesses instalados, será cortada ou simplesmente rebentará através de algum AVC que se digne!

saladino disse... [Responder]

AZEITEIROS,o apelido perfeito para essa cambada de visigodos beatos e mal paridos!

saladino disse... [Responder]

Parafraseando o Glorioso Carlos Alberto,deixo aqui uma quadra do Enorme Zeca Afonso:
Disse-me um dia um careca
Quando uma cobra tem sede,
Corta-lhe logo a cabeça
Encosta-a bem à parede!!!

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